REGIMENTO DE LANCEIROS Nº 2
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REGIMENTO DE LANCEIROS Nº 2

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CPM 233

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1default CPM 233 em Qua Jul 08, 2009 1:05 pm

N.Esteves

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ADMINISTRADOR
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CPM 233

Teatro de operações:Angola.
Inicio da comissão de serviço:
Fim da comissão de serviço:
Divisa:
Comandante: Capitão de Cavalaria Manuel José Martins Rodrigues.

No dia 8 de Janeiro de 1961 embarcaram a bordo do paquete “NIASSA”, com destino a Luanda, as primeiras forças do Regimento de Lanceiros 2.Sob o comando do Alferes de Cavalaria José Rafael Lopes Saraiva, Adjunto do Comando, partiu a primeira Polícia Militar para terras de África. Integravam-na dois pelotões de PM, comandados pelo Alferes de Cavalaria José Pedro Caçorino Dias, e o Alferes Miliciano de Cavalaria João Afonso Cardoso Fiadeiro.Destinavam-se a formar a primeira Companhia de Polícia Militar do Quartel General da Região Militar de Angola. Um outro pelotão, comandado pelo Tenente Miliciano António Lona Peres, constituído com soldados naturais da Província, integraria a mesma CPM e teria ainda, como responsabilidade, a honra de fazer a guarda ao Palácio do Governador Geral da Província de Angola.O comando da CPM foi atribuído ao Capitão de Cavalaria Manuel José Martins Rodrigues.Esta CPM, uma companhia independente, tinha todos os órgãos de apoio de serviço e combate, reforçada com meios auto ligeiros de lagartas TT (Brens).Os sinais da guerra que iriam devastar o continente africano já se avistavam. As potências coloniais saiam de África, mais ou menos apressadamente.Na noite de 4 de Fevereiro, grupos de assaltantes atacaram as Cadeias Civis e a prisão da Fortaleza de São Gabriel, para libertarem aderentes políticos do MPLA.A CPM ainda não tivera tempo de abrir os caixotes do seu material de guerra, quando, na madrugada, foi chamada a intervir operacionalmente, dado os poucos efectivos da PSP em Luanda. O ímpeto dos ataques e a surpresa que os mesmos causaram na população europeia exigiram um empenhamento total e permanente.O assalto à Esquadra da PSP, no dia 7 de Fevereiro, a morte e funeral emotivo dos agentes policiais, reacenderam a intolerância e vingança. As comunidades, branca e negra, ameaçavam-se.No dia 14 de Março, uma enorme vaga de terrorismo sangrento e inclemente varreu o norte de Angola, chacinando homens, mulheres e crianças, sem distinção de raças cores ou condições sociais.Páginas de bravura e coragem, de solidariedade e sofrimento, foram escritas pelas gentes anónimas, para opróbrio, surpresa, e indignação da dita civilização ocidental. As arrepiantes imagens da barbárie difundidas passaram a correr mundo.Aclarada e esclarecida a situação política em Lisboa, são imediatamente enviados os primeiros reforços militares para conter a subversão. Porém só nos finais de Abril de 1961, no dia 23, chegou o primeiro reforço: o Pel. Ind. nº.3 de PM, sob o comando do Alferes Miliciano de Cavalaria João Manuel da Fonseca Nunes e Sena. Dois dias depois, e também por via aérea, chegaria o Pel. Ind. nº.4 de PM sob o comando do Alferes Miliciano de Cavalaria Miguel Gustavo Machado Vidal.Estes dois pelotões entraram imediatamente em actividade operacional.A CPM tinha todos os seus efectivos empenhados em permanência que se não compadecia com folgas, faltas ou inadaptação de material de guerra e da instrução que deveria ter sido dada.Por decisão operacional foi atribuída à CPM, a nova designação de CPM 233, e a missão de reforçar as Forças Policiais da zona metropolitana de Luanda, ajudando a manter a ordem pública, mesmo dentro da cidade.Também passaram a garantir a segurança nos bairros periféricos, conhecidos por musseques, onde residiam mais de 350 mil habitantes, em apertadas ruelas sinuosas, entres cubatas, em capim e tábuas, construídas ao acaso, sem qualquer iluminação ou traçado urbanístico.Nos patrulhamentos, apeados ou móveis, com pequenos efectivos e durante a noite, foram ajudando a resolver diversificados problemas, de ordem pública, e de natureza social e humana, com generosidade e juventude .Do que foram esses tempos difíceis e da conduta valorosa da Polícia Militar, pouco parece ter ficado para a História dado que nada foi escrito.Ficou apenas assinalado o comportamento do Tenente ANTÓNIO LONA PERES, na defesa da cidade de Luanda, a quem foi atribuída a MEDALHA DE PRATA DO VALOR MILITAR, COM PALMA, pela sua acção heróica, inteligente, abnegada e humana, que indiferente ao perigo e ao cansaço, de forma continuada realizou durante aqueles difíceis tempos.Este distinto e valoroso oficial foi depois requisitado para a PSP de Luanda e tendo sido substituído nas suas funções pelo Tenente Miliciano Alcino da Costa Pina.Com a chegada maciça a Angola de unidades combatentes, houve que dirigir a circulação de homens e materiais, para os improvisados espaços de acantonamento ou bivaque, e encaminhar as diferentes Unidades Operacionais para as suas respectivas áreas no Norte de Angola.Neste esforço de defesa de Angola chegaram mais dois pelotões independentes para reforço à CPM 233: o Pel. Ind. Nº.5 de PM, sob o comando do Tenente de Cavalaria Jorge Manuel Cabeleira Filipe e o Pel. Ind. Nº. 8, sob o comando do Tenente de Cavalaria Jorge Gabriel Teixeira. Este último pelotão, depois de adaptado à nova actividade operacional foi colocado no Comando Militar de Cabinda, onde permaneceu até ao fim de Fevereiro de 1962.
Com a chegada da CPM 150 a Luanda, a missão da CPM 233 foi reformulada, permanecendo responsável pelo reforço do patrulhamento e manutenção da ordem pública na zona suburbana de Luanda.A redução da zona de actuação permitiu que os patrulhamentos fossem mais intensos.Foi no seguimento de notícias fiáveis que, na noite de 3 para 4 de Agosto de 1961, duas equipas de PM, comandadas pelo Ten. Cabeleira Filipe e pelo Alf. Caçorino Dias, acompanhados por inimigos capturados, tiveram de efectuar uma acção imediata e um golpe de mão na região de MUSSUNGO, na região de CATETE, uma região atribuída a uma Companhia de Caçadores que lhes daria o apoio táctico necessário para se efectivar a eliminação de um importante reduto inimigo.Quando de madrugada tentaram alcançar o objectivo definido, foram surpreendidos por uma forte emboscada inimiga. Ante a complexa situação táctica criada, limitados no poder de fogo, pois as forças envolventes de Infantaria garantiam o anel à volta do objectivo, e dado o reduzido número de efectivos empenhado, tiveram de avançar em combate corpo a corpo .Nesta acção de combate, muito valorosa e de serena heroicidade e determinação, constantemente debaixo de fogo, a valentia destes Lanceiros foi uma vez mais comprovada.Gravemente ferido pelo fogo inimigo, o Tenente Cabeleira Filipe viria a falecer dias depois no Hospital Militar de Luanda.
Por esta acção foi condecorado, a título póstumo, com a MEDALHA DE PRATA DO VALOR MILITAR, COM PALMA, o Tenente de Cavalaria JORGE MANUEL CABELEIRA FILIPE.No dia 9 de Agosto de 1961, pelas cinco horas da madrugada, e quando efectuava um controlo às patrulhas de ronda, o 2º. Sargento MANUEL ANTÓNIO GONÇALVES detectou uma reunião suspeita de vários indivíduos, dentro do musseque RANGEL. Quando se propunha identificar os intervenientes, foi apunhalado de surpresa por um deles, tendo-o atingido com diferentes golpes no pulmão esquerdo. O magnífico sargento assim que pôde sair da viatura, esvaindo-se em sangue, atirou-se ao seu atacante envolvendo-se com ele numa feroz luta de corpo a corpo que não permitia que o seu condutor pudesse fazer uso da pistola metralhadora FBP, acabando por o conseguir dominar, não obstante os sérios e graves ferimentos em dois dedos da mão esquerda que lhe haviam quebrado os tendões.
Quando o agressor se pôs em fuga, foi a pronta intervenção do soldado condutor-auto PM, EURICO CHAVES FERREIRA, que logrou neutralizá-lo, valendo-se dos seus próprios meios e sem qualquer arma de fogo, tendo conseguido conduzir o seu sargento ao Hospital Militar de Luanda onde chegou em sangue.Por motivos que escapam nunca esta heróica acção em combate destes dois valorosos militares foi objecto de análise e da consequente recompensa disciplinar, a que efectivamente tinham direito.Entretanto, fora decidido guarnecer com uma subunidade PM o porto do Lobito. Para lá marchou o 2º. pelotão da CPM 233, comandado pelo Alf. Fiadeiro. Tinha por missão não só as tarefas próprias da PM, como também a vigilância e reconhecimento de uma vasta área envolvente no distrito de Benguela.A chegada a Luanda da CPM 314 “Os Gatos”, obrigou a novo restabelecimento da missão e consequente reestruturação dos efectivos empenhados.Assim o Pel. Ind. Nº.4, sob o comando do Alf. Vidal, partiu em 23 de Abril de 1962 para a Zona Militar do Sul, tendo ficado sediado na cidade de Sá da Bandeira.Durante quase um ano em que esteve naquela Guarnição Militar, além das tarefas próprias da PM, é de realçar o importante contributo dado por muitos dos seus militares, no ensino primário e secundário, criando e desenvolvendo na juventude a prática de diferentes modalidades desportivas, ao mesmo tempo que asseguravam a convivência racial, garantindo a vigilância e o reforço da ordem pública na cidade e nos aldeamentos limítrofes.O Pel. Ind. Nº.3, sob o comando do Alf. Sena, foi dado de reforço à CPM 150, continuando a sua acção no Comando da Defesa de Luanda.Durante uma escolta e manutenção de segurança a um Movimento de Viaturas Logisticas, de Luanda para a região de Zala, nos Dembos, seria a primeira unidade PM a entrar em combate com o Inimigo. Em 18 de Novembro de 1962, na região de Mucondo, a coluna foi atacada. Reagindo com eficácia ao fogo inimigo obrigaram-no a retirar sem que as NT tivessem sofrido quaisquer baixas.O Pel. Ind. Nº. 5, posteriormente comandado pelo Alferes de Artilharia PM, Alberto Jorge Garcia Ribeiro do Amaral, rendeu em Cabinda o Pel. Ind. Nº. 8.Para tal, embarcam no dia 23 de Fevereiro de 1962, na fragata NRP “Vasco da Gama” com destino ao Enclave de CABINDA onde foram calorosamente e galhardamente recebidos pelos seus camaradas. Ficaram adidos, para efeitos administrativos, ao BCaç 248. Além da missão PM assumiram a responsabilidade de patrulhamento de vasta área da zona Sul do Enclave, até ao posto fronteiriço de N’Tó, mantendo o aprumo e disciplina, determinante na não existência de baixas, em difíceis e variadas escoltas na floresta do MAIOMBE, mantiveram as melhores relações com a população e ajudaram no incremento da política desenvolvida pelo então Governador e Comandante Militar, Coronel Araújo Ferreira.Regressados por via aérea a Luanda, ficaram a adir à CPM 418 e destacados, a fim de garantirem a segurança, do Campo Militar do Grafanil.Em 22 de Agosto de 1963 este Pelotão PM embarcava no n/m “NIASSA” tendo chegado ao Regimento de Lanceiros nº.2 em 4 de Setembro.

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