REGIMENTO DE LANCEIROS Nº 2
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Cap itão Mil iciano de Cavalaria Joaquim Leal de Faria d’Aguiar

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N.Esteves

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Depois de cumprir o Serviço Militar Obrigatório como Alferes Miliciano no RL 2, em 1960-62, é chamado para o curso de Capitães, em 1969, servindo na Guiné como Capitão.Licenciado em Geologia e Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
"Quem não sabe fazer não sabe comandar". É um provérbio do povo mas parece ter sido a divisa do capitão Faria d'Aguiar. Tanto nas operações como nos ataques a Buruntuma, era o primeiro no exemplo, na decisão e na coragem. Era simples ser herói, bastava apenas segui-lo.(...) Em Buruntuma [junto à fronteira com o Senegal] não eram 5 minutos nem 5 horas - eram dias e noites inteiras debaixo de fogo dos morteiros 120mm. O capitão Aguiar tinha uma ordem simples - retaliar com os seus 107 mm (os maiores morteiros das nossas tropas). Só que elementos do PAIGC traziam munições da retaguarda e o capitão Aguiar não tinha rectaguarda onde as ir buscar. Era ele, o seu pessoal e as granadas até se acabarem.»

Louvor ( Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma )

«Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar por proposta do comandante-chefe das Forças Armadas da Guiné, o capitão miliciano de cavalaria José Joaquim Leal de Faria de Aguiar, pela forma altamente eficiente como comandou a companhia de cavalaria n.º 2747, durante a sua comissão de serviço na província da Guiné.Dotado de vincada personalidade, disciplinador, enérgico e determinado no cumprimento das suas missões, contribuiu, em todos os aspectos, para o espírito de corpo e alto nível de disciplina que caracterizam a sua companhia.Numa guarnição de fronteira, em área particularmente sensível do teatro de operações, realizou excepcional trabalho de mentalização do pessoal e procedeu a adequado reajustamento do plano de defesa, o que lhe permitiu reagir com o maior vigor e inteiro sucesso aos violentos arques do inimigo, durante os quais constituiu, perante os seus homens, num exemplo de coragem e de serenidade debaixo de fogo.Merece referência especial a sua actuação em 24 de Fevereiro de 1971, em que, ao tomar conhecimento de que um grupo de combate da sua companhia tinha estabelecido contacto de fogo com o inimigo, saiu do aquartelamento à frente de uma força e, numa lúcida interpretação da situação, conseguiu interceptar o adversário já fora do seu sector, causando-lhe pesadas baixas e movendo-lhe, depois, tenaz perseguição.O capitão Faria de Aguiar revelou, em campanha, raro conjunto de qualidades de comando e prestou, no teatro de operações da Guiné, serviços que justamente se consideram extraordinários, relevantes e distintos.Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do comandante-chefe das Forças Armadas da Guiné, o capitão miliciano de cavalaria José Joaquim Leal de Faria de Aguiar com a medalha de prata de serviços distintos, com palma, nos termos da alínea b) do artigo 25.º, artigo 63.º e n.º 1 do artigo 67.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.»



Louvor da Companhia de Cavalaria 2747

Louvo a Companhia de Cavalaria 2747 pela forma muito eficiente como se houve no cumprimento das missões que lhe foram atribuídas no TO da Guiné. Como Força de intervenção do seu Sector e, posteriormente, na difícil Zona de Acção que lhe foi atribuída, afirmou-se uma Subunidade coesa, disciplinada e excelentemente enquadrada, suportando com ânimo e dignidade as deficiências de instalação e o isolamento a que esteve sujeita numa guarnição sobre a linha de fronteira com a República do Senegal e enfrentando o inimigo, em todas as circunstâncias, com determinação e galhardia.Nas numerosas flagelações sofridas pelo seu estacionamento, reagiu sempre com prontidão, serenidade e eficácia, repelindo os grupos armados inimigos e infligindo-lhes significativas baixas, não obstante o seu elevado potencial de fogo.A Companhia de Cavalaria 2747, pelo esforço dispendido e pela valentia, espírito de sacrifício e de bem servir de que deu provas, honrou sobremaneira a Arma de Cavalaria e tornou-se digna do público louvor que lhe é conferido.

O Comandante Chefe
António Sebastião Ribeiro de Spinola
General

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